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Ucrânia cria drone de ataque Cooper utilizando poliuretano

A POLIFLY, empresa ucraniana do setor de defesa, está desenvolvendo o drone Cooper, um modelo semelhante ao Shahed, fabricado com poliuretano de alta resistência.

De acordo com a companhia, o uso desse material possibilita reunir três qualidades essenciais para veículos aéreos não tripulados: baixo custo de produção, alta eficiência operacional e facilidade de fabricação em larga escala.

O poliuretano mostrou-se não apenas mais econômico que os compósitos tradicionais de três componentes, mas também 19% mais leve, mantendo a mesma robustez estrutural. A empresa afirma ainda que o novo drone apresenta vantagens em termos de praticidade, desempenho e confiabilidade.

Com essa tecnologia, a POLIFLY desenvolveu o drone de ataque Cooper, que adota uma configuração aerodinâmica semelhante à do Shahed. O equipamento possui motor traseiro do tipo empurrador, envergadura de 1,2 metro e fuselagem totalmente produzida em poliuretano reforçado.

O Cooper pode transportar até 5,5 kg de carga útil e alcançar alvos a mais de 90 quilômetros de distância. Seu lançamento é realizado por catapulta, enquanto a navegação utiliza piloto automático integrado ao GPS, tornando a operação autônoma e de rápida implementação.

O sistema é compatível com uma estação de controle terrestre pronta, capaz de operar a até 35 quilômetros sem depender de canais externos de comunicação, o que facilita sua incorporação às estruturas militares já estabelecidas.

No que diz respeito ao poder ofensivo, o Cooper aceita diferentes tipos de ogivas — termobárica, altamente explosiva ou cumulativa — permitindo adaptá-lo a diversos tipos de missão.

Combinando leveza, baixo custo e durabilidade, o emprego do poliuretano na fabricação de drones de ataque surge como uma alternativa promissora para fornecer equipamentos em grande quantidade às unidades em campo.

Segundo a empresa, “com apenas três conjuntos de matrizes, é possível produzir até 700 cascos por mês — um volume quatro vezes e meia superior ao método composto tradicional. Atualmente, nossa capacidade permite fabricar até 200 cascos mensais”.

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