Homem que arrastou mulher por 1 km passa a responder por tentativa de feminicídio

Douglas Alves Silva agora responde criminalmente após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia do Ministério Público. Ele é acusado de tentar matar Tainara Souza Santos, além de responder por tentativa de homicídio contra o homem que acompanhava a jovem no momento do crime.
A juíza Paula Marie Konno destacou que há indícios suficientes de autoria e materialidade, afirmando que Douglas agiu de forma cruel, dificultando a defesa da vítima. Para ela, o homicídio “só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do réu”. A magistrada também determinou que ele siga preso preventivamente, afirmando que a liberdade do acusado poderia colocar vítimas e testemunhas em risco.
Douglas foi transferido para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, após ter a prisão temporária convertida em preventiva. Ele estava detido em uma delegacia da capital.
Estado de saúde da vítima
Tainara, de 31 anos, sofreu ferimentos gravíssimos: teve as duas pernas amputadas, passou por várias cirurgias e permanece internada no Hospital das Clínicas. A juíza afirmou que a conduta de Douglas demonstrou “total desprezo pela vida humana”.
O que diz a defesa
A defesa do acusado declarou apenas que Douglas é réu confesso. O advogado nega que o ataque tenha relação com ciúmes, chamando essa versão de “infundada”.
Versão apresentada pelo acusado
Durante a audiência de custódia, Douglas afirmou que não conhecia Tainara, versão contestada por testemunhas ouvidas pela polícia, segundo o delegado Augusto Bícego, do 90º DP.
Ele relatou que um amigo teria discutido com o homem que acompanhava a vítima e que tentou intervir, levando uma “garrafada”. Mais tarde, ao avistar o casal caminhando, disse que decidiu “dar um susto”. Segundo ele, Tainara teria se “projetado” contra o carro antes de ser atropelada — versão que não convence os investigadores.



