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Potências do BRICS estabelecem cooperação para intercâmbio de tecnologias de defesa

No início de dezembro, durante a visita ao Brasil do Chefe do Estado-Maior da Marinha Indiana, almirante Dinesh K. Tripathi, a Marinha do Brasil firmou um memorando de entendimento dividido em três eixos — envolvendo a Marinha da Índia e o estaleiro estatal Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL), reconhecido por seus projetos de construção de navios militares, submarinos e plataformas offshore. O acordo prevê o intercâmbio de tecnologias e de pessoal qualificado voltado à manutenção dos submarinos da classe Scorpène, além de outras embarcações navais.

A classe Scorpène, originalmente concebida pela francesa Naval Group (antiga DCNS), já foi produzida pela MDL para atender a programas nacionais da Índia destinados à expansão de sua capacidade submarina.

Atualmente, o Brasil desenvolve quatro submarinos Scorpène da classe Riachuelo no âmbito do PROSUB, programa conduzido em parceria tecnológica com o Naval Group. Os submarinos Riachuelo (S-40) e Humaitá (S-41) já compõem a força operacional, o Tonelero (S-42) foi entregue em novembro deste ano, e o Almirante Karam (S-43) encontra-se lançado ao mar. Todos possuem propulsão diesel-elétrica e são projetados para missões antissubmarino e antissuperfície.

O memorando estabelece diretrizes de cooperação de longo prazo entre Brasil e Índia, contemplando suporte logístico, troca de conhecimentos técnicos e ações voltadas à plena disponibilidade operacional das frotas, reforçando a aproximação entre dois membros do BRICS no âmbito da defesa naval.

Em 2025, a MDL também celebrou com o Naval Group um acordo para integrar aos submarinos indianos um sistema de propulsão independente de ar (AIP), desenvolvido pelo Defence Research and Development Organisation (DRDO). Esse processo de modernização exige elevado nível de especialização, abrangendo revisão estrutural, manutenção avançada e domínio técnico específico.

Ainda em fevereiro de 2025, a Marinha Indiana assinou com a Mazagon Dockyards Limited um contrato de 36 bilhões de rúpias para a construção de três novos submarinos Scorpène, ampliando sua frota — que atualmente reúne seis unidades da classe Kalvari. Os modelos seguem especificações semelhantes às adotadas pela Marinha do Brasil.

A Índia também prevê concluir, até 2037, o comissionamento de seu primeiro submarino nuclear de ataque, como parte de um programa voltado a sistemas de mísseis balísticos sob responsabilidade do Comando de Forças Estratégicas (SFC).

Segundo o Índice Global de Poder de Fogo (GFP) de 2025, a Índia ocupa a quarta colocação em poder militar geral e figura na sétima posição no ranking de capacidade naval global, considerando o total de meios empregados. Sua pontuação (PwrIndx) é de 0,1184, numa escala em que 0,0000 representa o nível de capacidade “ideal”.

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