Economia

Quase 4 milhões de pessoas em SP vivem em favelas, aponta IBGE

O IBGE divulgou nesta quinta-feira (5) um retrato detalhado das favelas no estado de São Paulo, com base no Censo de 2022. Cerca de 3,6 milhões de pessoas vivem em 1 milhão de domicílios localizados em comunidades, o que representa 8% da população paulista.

O estudo também revela grandes desafios de infraestrutura. Um dos problemas mais evidentes é a falta de áreas verdes: 66,4% dos moradores vivem em regiões sem nenhuma árvore, enquanto esse índice é de 25,2% nas demais áreas do estado. Além disso, 15,2% das residências não possuem iluminação pública e quase metade (44,8%) não tem calçada em frente à casa, número que cai para 4,8% fora das favelas.

A dificuldade de deslocamento é outro ponto crítico. Para 21,7% dos moradores, o acesso às residências só é possível a pé, de bicicleta ou de moto, situação que afeta menos de 1% da população fora das comunidades. Além disso, apenas 6,2% vivem próximos a pontos de ônibus ou de vans, mostrando a distância da maior parte da população do transporte público.

O perfil demográfico das favelas também se destaca. Crianças e jovens de até 19 anos representam 32% da população, pouco mais de 1 milhão de pessoas. A faixa de 20 a 59 anos concentra a maior parte, com 59% dos moradores, enquanto os idosos correspondem a 8,9%, cerca de 319 mil pessoas. Em termos de raça, 52% se declararam pardos, 34,4% brancos e 13,2% pretos.

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